Trader Douglas Fonseca segue preso após Justiça converter prisão em preventiva

  • 17/07/2026
(Foto: Reprodução)
Douglas Fonseca, CEO e Fundador do DF Group Reprodução/Redes sociais O fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca Araújo, e mais nove investigados por um suposto esquema de golpes contra investidores, tiveram a prisão temporária convertida em preventiva, nesta sexta-feira (17). A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí. (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que Douglas Fonseca deixou a prisão após obter um habeas corpus. Na verdade, ele não foi solto. Apesar de obter um habeas corpus, a Justiça converteu sua prisão de temporária para preventiva antes da expedição do alvará de soltura. A informação foi corrigida às 17h27.) ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Por meio de nota, a defesa de Douglas informou que avalia a hipótese encaminhar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o procedimento sigiloso que levou à decretação da prisão preventiva, que teria ocorrido horas após a liberdade dele ter sido admitida. E destacou que aguarda uma nova decisão ao pedido de reconsideração da prisão. Com a decisão judicial, permanecerão presos Douglas Fonseca Araújo, Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu. Também foi decretada a prisão preventiva de Tharsio Moura Soares de Gusmão, que segue foragido. 🔍A prisão temporária é usada no começo das investigações, quando a polícia ainda está reunindo provas. Ela tem prazo definido e pode ser prorrogada em alguns casos. Já a preventiva não tem um prazo fixo. Ela é determinada por um juiz quando há risco, por exemplo, de a pessoa atrapalhar as investigações, fugir ou continuar cometendo crimes. Na mesma decisão, a Justiça determinou a soltura de aplicação de Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo e aplicação de medidas cautelares. Todos são investigados por estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de golpes contra investidores. Segundo a SSP-PI, o DF Group pode ter feito mais de 2 mil vítimas. Na quinta-feira (16), a Polícia Civil disponibilizou um formulário para que pessoas que se consideram vítimas do DF Group registrem os prejuízos. As informações que serão anexadas ao inquérito. Defesa contestou prisões Na quarta-feira (15), a defesa do DF Group divulgou uma nota em que classificou as prisões dos investigados como "desproporcionais e juridicamente questionáveis". Os advogados também afirmaram que a empresa está impossibilitada de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira em razão das medidas cautelares impostas pela Justiça, como o bloqueio de contas e ativos financeiros, a suspensão das atividades e a apreensão de documentos e equipamentos. LEIA TAMBÉM: 'Ganhos fakes': Trader preso ostentava vida de luxo, diz polícia Trader prometia lucros mensais de até 10%, diz polícia Na ocasião, a defesa informou que buscava a revisão dessas medidas e sustentou que, caso as atividades da empresa sejam restabelecidas, pretende entrar em contato com os investidores para negociar e regularizar eventuais pendências. Veja nova nota da defesa A defesa se curva à decisão do juiz “de garantias”, aguardando uma nova decisão ao pedido de reconsideração que será feito na segunda-feira, pela notória ausência de motivos para a decretação da prisão preventiva. De outra feita, dentro do mesmo contexto, e da mesma seara, a defesa também impugnará os atos da delegacia que instaurou indevidamente o inquérito 10065, requerendo a nulidade de todas as provas que foram objeto da apreensão, como consequência da própria nulidade da divisão descabida da investigação. A defesa avalia a hipótese de encaminhamento ao CNJ de todo o conjunto do procedimento sigiloso que levou à decretação da prisão preventiva, eis que a mesma somente ocorreu horas depois de a liberdade do senhor Douglas ter sido admitida pelo TJ/PI, o que leva ao entendimento óbvio de que a prisão preventiva não é meio de resguardar o processo, seja por garantia da ordem pública ou qualquer um outro, mas um instrumento que mascara os verdadeiras objetivos da investigação e da prisão. Não pode ser outro o entendimento, depois da nota oficial da polícia, que procura incentivar pessoas a procurarem a SOI para apresentarem denúncias contra o grupo DF, parecendo um ato de incitação à desordem, e não um chamamento para a boa condução da investigação. Junto disso, a defesa também irá requerer a oitiva do senhor Douglas pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Ministério Público Estadual, bem como terá que representar em desfavor de um delegado tendo como testemunha outro delegado, no âmbito da Polícia Civil do Piauí. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/07/17/douglas-fonseca-prisao.ghtml


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