Trabalho por conta própria sem CNPJ lidera ocupação no Piauí
14/05/2026
(Foto: Reprodução) Grupo, conhecido como “autônomos”, inclui profissionais como pedreiros, eletricistas, motoristas de aplicativo e entregadores.
Imagem Ilustrativa/Arquivo Matheus Tagé/A Tribuna Santos
No primeiro trimestre de 2026, o trabalho por conta própria sem registro formal foi a principal forma de ocupação no Piauí. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 305 mil piauienses estão nessa condição, o que representa 22,8% dos trabalhadores do estado.
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Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada na quinta-feira (14). Esse grupo, conhecido como “autônomos”, inclui profissionais como pedreiros, eletricistas, boleiras, manicures, motoristas de aplicativo e entregadores.
Índice acima da média nacional
O percentual de trabalhadores por conta própria no Piauí é maior que a média nacional. No Brasil, essa categoria representa 18,3% dos ocupados, enquanto no estado chega a 22,8%. Já no Nordeste, a média é de 23,3%, ligeiramente acima do índice piauiense.
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Emprego com carteira assinada aparece em segundo
Diferente do cenário nacional, o emprego com carteira assinada não lidera no Piauí e aparece em segundo lugar. Ao todo, 291 mil pessoas têm registro formal no setor privado, o que corresponde a 21,7% dos trabalhadores.
No Brasil, os trabalhadores com carteira assinada representam 38,6% dos ocupados. No Nordeste, o percentual é de 28%.
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Como se divide o mercado de trabalho no Piauí
A pesquisa também mostra como se divide o restante do mercado de trabalho no estado:
Setor público: 19,4%
Setor privado sem carteira: 18,8%
Trabalho doméstico: 6,0%
Conta própria com CNPJ: 4,7%
Empregadores: 4,3%
Trabalho familiar auxiliar: 2,1%
Taxa de desemprego
Apesar da alta no trabalho por conta própria, a taxa de desemprego no Piauí subiu para 8,9% no primeiro trimestre de 2026. O aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao fim de 2025 é considerado sazonal, com impacto do fim dos contratos temporários de fim de ano.
Mesmo com a alta, este é o menor índice para um primeiro trimestre desde 2015. Em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 10,2%, houve queda de 1,3 ponto percentual.
Queda no trabalho doméstico informal
O trabalho doméstico no Piauí mudou no último ano. Dados da pesquisa mostram que o número de trabalhadores sem carteira assinada caiu quase 25% entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026.
Em números absolutos, o total de trabalhadores domésticos informais no estado caiu de 92 mil para 69 mil pessoas. Com isso, a participação desse grupo entre os ocupados no Piauí passou de 7% para 5,1%.
Apesar da queda na informalidade, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu pouco. O total passou de 10 mil para 11 mil pessoas no período.
Segundo o IBGE, a maioria das pessoas que deixou o trabalho doméstico informal foi para outras ocupações, passou a procurar emprego ou saiu do mercado de trabalho.
O cenário no Piauí foi diferente da média do país. No Brasil, o número de trabalhadores domésticos, com e sem carteira assinada, ficou praticamente estável no último ano. Atualmente, essa categoria representa 6% dos ocupados no estado.
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