Terceirizado preso por suspeita de estupro dentro da Delegacia Geral tentou culpar a vítima em depoimento, diz polícia
23/03/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil detalha caso da servidora vítima de suposto estupro
O prestador de serviço terceirizado preso por suspeita de estupro contra uma servidora dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PCPI) tentou culpar a vítima em depoimento, afirmou a polícia em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23). Ele está preso desde o ocorrido, na quinta-feira (19).
“Em segundo depoimento admitiu o ato [sexual], mas tentou culpabilizar a vítima. Alegou que teria sido uma relação consensual”, disse o delegado-geral Luccy Keiko.
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O delegado detalhou ainda que o caso ocorreu durante o horário de almoço dos servidores, por volta das 13h. Uma outra funcionária teria voltado ao local e visto o homem saindo de uma das salas. Ao entrar no local, viu a vítima desacordada.
Luccy Keiko destacou que ouviu o terceirizado pessoalmente e que ele apresentou duas versões conflitantes sobre o caso. No segundo depoimento, afirmou ter mantido uma relação consensual com a vítima. “Achei ele uma pessoa fria”, disse.
Servidora é encontrada desacordada dentro da Delegacia‑Geral e polícia apura crime no PI; terceirizado é preso
Divulgação/PCPI
Ainda segundo o delegado, as equipes solicitaram a realização de exames toxicológicos para everiguar a possibilidade da mulher ter sido dopada de alguma forma.
Os celulares da vítima e suspeito foram apreendidos pela Polícia Civil. A Polícia Civil irá investigar possíveis conversas entre ambos.
Luccy Keiko explicou que o suspeito foi contratado em 2018 e trabalhou no Instituto de Medicina Legal (IML). Há cerca de três meses, ele foi designado para a nova sede da Delegacia Geral. Os dois atuavam em setores diferentes.
“Ele eu não conhecia pessoalmente, mas ela é uma pessoa com quem tenho amizade e muito carinho”, disse o delegado-geral.
O suspeito já foi investigado pelo linchamento de um homem suspeito de assalto há cerca de 10 anos, segundo a Polícia Civil. Segundo o delegado Luccy Keiko, detalhes sobre a investigação ainda estão sendo analisados.
“Foi pouco antes dele ser contratado por uma empresa que presta serviços terceirizados. Ainda estamos analisando tudo”, explicou o delegado-geral.
O delegado Luccy Keiko informou que a demissão do servidor foi solicitada.
As delegadas Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Lucivania Vidal, da Casa da Mulher Brasileira, e Bruna Verena, diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da PCPI, foram designadas para acompanhar o caso.
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