Prédio da antiga Agespisa virará nova sede do Piauí Instituto de Tecnologia (PIT), anuncia governo
14/04/2026
(Foto: Reprodução) Prédio da antiga Agespisa virará nova sede da Faculdade de Tecnologia do Piauí
O prédio da antiga Águas e Esgotos do Piauí (Agespisa), na Avenida Marechal Castelo Branco, Centro-Norte de Teresina, vai abrigar a nova sede do Piauí Instituto de Tecnologia (PIT). O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pelo governador Rafael Fonteles (PT), em entrevista ao Bom Dia Piauí, da TV Clube.
A sede atual do PIT fica na Escola de Tecnologia Engenheiro Sampaio, na Avenida Campos Sales, Centro-Sul da capital. Procurada pelo g1, a assessoria de imprensa da faculdade informou que ainda não há uma data definida para a inauguração do novo local, que passará por reforma.
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Segundo Rafael Fonteles, um novo processo seletivo da faculdade será feito no segundo semestre, enquanto o início das aulas está previsto para o primeiro semestre de 2027.
"O foco maior são os cursos tecnólogos de ensino superior, de dois a três anos de duração, voltados mais para as demandas de mercado em relação às áreas da agrotécnica, agroindústria e economia digital, mas teremos várias outras modalidades", disse o gestor.
Os cursos ofertados atualmente pelo PIT são de bacharelado em inteligência artificial e tecnologia em inteligência artificial, cujas aulas do período 2026.1 começaram em fevereiro.
Agespisa extinta
A Agespisa foi extinta em julho de 2025, depois que o grupo empresarial Aegea — o mesmo que controla a Águas de Teresina — comprou a concessão do abastecimento de água e esgoto do Piauí.
O grupo pagou R$ 1 bilhão, em leilão realizado em outubro de 2024, pelo contrato de concessão desses serviços. O tempo do contrato é de 35 anos, ou seja, até 2059.
Os serviços de água e esgoto de 221 das 224 cidades do estado passaram a ser executados, desde maio de 2025, pela Águas do Piauí, empresa da Aegea.
Servidores demitidos
O Governo do Piauí apresentou aos servidores da Agespisa um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) que previa o pagamento de uma indenização correspondente a 12 vezes o valor do último salário, limitado ao teto máximo de R$ 300 mil.
A Justiça do Trabalho determinou que os 236 servidores que rejeitaram o PDV e foram demitidos recebessem os salários de novembro, dezembro e 13º salário de 2025.
Segundo o Sindicato dos Urbanitários do Piauí (Sintepi), todos os salários foram pagos pela gestão estadual. No entanto, a entidade classifica as demissões como "arbitrárias".
"Tem uma lei que assegura que sejamos incorporados à Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi), mas o governo fez essas demissões e não conversa mais com o sindicato. Não vamos abrir mão do nosso direito, queremos que as leis trabalhistas sejam respeitadas", afirmou ao g1 o vice-presidente do Sintepi, Francisco Ferreira.
🔎 A lei citada por Francisco é a a Lei Estadual 83/2007, que prevê que os funcionários de um órgão extinto, como a Agespisa, devem ser incorporados aos quadros da Emgerpi. No entanto, o Governo do Piauí pediu à Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) que alterasse um parágrafo do projeto de lei que extinguiu a Agespisa, o que impediu a incorporação.
O Sintepi entrou com uma ação civil pública na Justiça do Trabalho para reverter as demissões. O g1 procurou a Secretaria de Administração do Piauí (Sead) para comentar as afirmações do sindicato e aguarda resposta.
Prédio da antiga Agespisa virará nova sede da Faculdade de Tecnologia do Piauí
Divulgação/Sintepi
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