Piauí forma 24 interventores táticos para fortalecer a segurança nos presídios
01/04/2026
(Foto: Reprodução) Formação de elite contou com instruções das forças de segurança parceiras.
Ascom Sejus
A Secretaria da Justiça (Sejus) realizou, na manhã desta quarta-feira (1º), a solenidade de formatura dos 24 novos interventores prisionais, que concluíram o II Curso de Intervenção Tática Prisional (CITAP). A capacitação, promovida pela Academia de Polícia Penal (Acadepen), qualificou os policiais penais com instruções e conhecimentos para intervir e solucionar crises no sistema prisional.
Na segunda edição do CITAP, 24 interventores concluíram o curso, sendo quatro mulheres, dois policiais penais do Maranhão e um policial penal da Bahia. O curso iniciou com 31 operadores de segurança pública.
A formação de elite contou com instruções das forças de segurança parceiras, como a Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e etapas de estágio no Ceará e na Força Nacional, em Brasília (DF).
De acordo com o secretário da Justiça do Piauí, Heitor Bezerra, a formação é muito importante para a qualificação dos policiais penais no estado.
“O ambiente prisional requer a garantia da segurança e da ordem, e o Piauí conta com mais policiais especializados para intervir em situações de crise e conflito. Os policiais penais trabalham diariamente e com muita dedicação para garantir todos os procedimentos de segurança, mas se for necessário intervir, esses operadores adquiriram o conhecimento necessário para agir com eficiência e conter qualquer tipo de sinistro”, destacou o gestor.
O policial penal do Piauí Maximiano, relata a rotina intensa durante o curso.
“Foram dias de muita superação física e técnica, com instruções de excelência. Agradeço aos instrutores que repassaram seu conhecimento com muita responsabilidade e a todos que estiveram comigo no curso pelo apoio, e que possamos ser multiplicadores desta técnica”, ressaltou o policial.
Entradas táticas, imobilizações, escolta, sobrevivência policial jurídico-administrativa, intervenção prisional com cães, balística, armamento e tiro, abordagem policial, patrulha rural são algumas das diversas disciplinas ministradas aos operadores.
Formatura de novos interventores.
Ascom Sejus
O coordenador do CITAP, Eneas Maias, destacou a exigência para ser um interventor prisional, que passa pelo preparo físico e mental, tornando cada participante capaz de agir em eventos de crise no sistema.
“Hoje tivemos a honra de formar esses homens e mulheres, que hoje são especialistas capazes também de implementar e reestruturar protocolos de segurança nas unidades prisionais, fundamentais para garantir assistência aos internos e proporcionar a ressocialização.
Na primeira edição, realizada em 2023, dos 26 que iniciaram, 15 concluíram e receberam o certificado de interventor prisional, sendo duas mulheres policiais penais, um bombeiro militar e ainda policiais penais do Piauí, Maranhão e Alagoas.