Médica da Unimed Teresina alerta para diagnóstico precoce das doenças intestinais
28/05/2026
(Foto: Reprodução) Na Unimed Teresina, o tema ganha destaque como um alerta para a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis como pilares fundamentais para a prevenção e controle das doenças gastrointestinais. A médica gastroenterologista Luana Chaib (CRM: 4351) explica que as doenças inflamatórias intestinais são crônicas, multifatoriais e podem afetar significativamente a rotina dos pacientes.
Dor abdominal frequente, alterações intestinais persistentes, perda de peso inexplicável e cansaço excessivo podem ser sinais de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Durante o Maio Roxo, a campanha mundial de conscientização busca ampliar o debate sobre sintomas, prevenção, qualidade de vida e tratamento, além de incentivar a população a olhar com mais atenção para a saúde intestinal.
“As doenças inflamatórias intestinais são divididas principalmente em doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Ambas provocam inflamações no intestino, causando lesões e sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida do paciente. São doenças que envolvem fatores genéticos, imunológicos e ambientais, incluindo alimentação e estilo de vida”, explica a especialista.
A médica gastroenterologista Luana Chaib reforça a importância dos exames preventivos.
Comunicação Unimed Teresina
Segundo a médica, embora a predisposição genética tenha um papel importante, fatores ligados à rotina moderna também contribuem para o agravamento dos quadros, especialmente o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, o tabagismo, a privação do sono e o desequilíbrio emocional.
“A saúde intestinal está diretamente ligada à saúde mental e à imunidade. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e cuidado com a saúde emocional são fundamentais não apenas para prevenção, mas principalmente para o controle da doença e para manter o paciente em remissão”, destaca Luana Chaib.
Entre os principais sinais de alerta das doenças inflamatórias intestinais estão diarreia persistente, presença de sangue ou muco nas fezes, dores abdominais e perda de peso. Nessas situações, buscar atendimento médico é essencial para investigação adequada.
A gastroenterologista reforça que a colonoscopia é um exame indispensável nesse processo. Apesar do preconceito que ainda cerca o procedimento, ela destaca que o exame salva vidas e permite diagnósticos mais precoces e precisos.
“A colonoscopia é um exame fundamental. Muitas pessoas ainda têm resistência ou vergonha, principalmente os homens, mas precisamos quebrar esse estigma. Quanto mais cedo identificamos alterações intestinais, maiores são as chances de controlar a doença e oferecer mais qualidade de vida ao paciente”, afirma.
Relação entre alimentação, ansiedade e saúde intestinal
O alerta do Maio Roxo também amplia o olhar sobre problemas digestivos cada vez mais frequentes na população, como refluxo e gastrite. De acordo com a especialista, embora muitas pessoas confundam as condições, elas possuem causas diferentes.
“A doença do refluxo tem uma relação muito forte com a alimentação e também com a ansiedade. Café em excesso, cigarro, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados são fatores importantes. Já a gastrite está mais relacionada à bactéria H. pylori, uso de anti-inflamatórios e álcool”, explica.
A médica também chama atenção para o impacto emocional sobre o sistema gastrointestinal. Segundo ela, existe uma conexão direta entre cérebro e intestino, fazendo com que situações de ansiedade e estresse agravem sintomas digestivos.
“O eixo cérebro-intestino é real. O estresse e a ansiedade interferem diretamente no funcionamento gastrointestinal. Muitas vezes, o paciente trata apenas o sintoma físico e esquece que saúde mental também faz parte do tratamento, uma vez que a saúde intestinal está diretamente ligada à saúde mental e à imunidade. Existe um tripé fundamental para o equilíbrio do organismo: alimentação adequada, sono de qualidade e saúde emocional. Esses fatores são essenciais não apenas para a prevenção, mas também para o controle da doença”, destaca Luana Chaib”.
Uso consciente das canetas emagrecedoras exige acompanhamento médico
Outro ponto que merece atenção, segundo a gastroenterologista Luana Chaib, é o uso indiscriminado das chamadas “canetas emagrecedoras”. Apesar dos resultados positivos no tratamento da obesidade e no auxílio à perda de peso, o uso sem acompanhamento médico pode provocar importantes impactos gastrointestinais.
De acordo com a especialista, medicamentos desse tipo atuam retardando o esvaziamento do estômago, o que aumenta a sensação de saciedade, mas também favorece sintomas como refluxo, náuseas, vômitos, diarreia e constipação.
“O uso precisa ser acompanhado e individualizado. Muitos pacientes começam doses elevadas por conta própria ou utilizam medicamentos sem procedência adequada, o que aumenta os riscos. Além disso, é importante entender que a medicação não resolve sozinha a causa do ganho de peso. Se hábitos e comportamentos não forem trabalhados, o peso tende a retornar após a suspensão do uso”, alerta a médica.