Áudio em que homem diz que filha de 2 anos do prefeito de Parnaíba iria “ficar sequelada” é investigado pela polícia
11/09/2026
(Foto: Reprodução) Áudio em que homem diz que filha de 2 anos do prefeito de Parnaíba iria “ficar sequelada” é investigado pela polícia
Reprodução/Redes sociais
A Polícia Civil investiga um áudio em que um homem afirma que a filha de 2 anos do prefeito de Parnaíba, Francisco Emanuel (Progressistas), iria “ficar sequelada”. O conteúdo faz parte de um procedimento que apura uma possível ameaça contra a criança.
Segundo o delegado Ayslan Magalhães, a polícia busca entender a que se refere a afirmação e se havia intenção de fazer algum mal à menina.
“Então a gente parte do pressuposto de onde surgiu essa questão dessa sequela. Ela ficaria sequelada só pelo fato de estudar em escola pública? Alguém iria fazer algum mal a ela?”, disse o delegado ao g1.
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Além do áudio, a Polícia Civil apura mensagens em que pessoas buscavam informações sobre a rotina da criança, incluindo horários de entrada e saída da escola. Segundo a família, uma foto da menina também foi compartilhada em um grupo de WhatsApp com mais de 500 participantes.
O caso chegou à polícia depois que os pais da criança apresentaram à Justiça capturas de tela e outros conteúdos das conversas. Na quinta-feira (10), a Justiça do Piauí determinou medidas de proteção para impedir que três pessoas citadas no processo monitorem ou acompanhem a menina.
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Troca de mensagens levou à decisão judicial
As mensagens sobre a rotina escolar da criança também foram apresentadas pelos pais à Justiça. Segundo a decisão, três pessoas trocaram informações sobre matrícula, frequência escolar, horários de entrada e saída e locais onde a menina permanecia na escola.
As conversas também continham, de acordo com o documento, “conteúdo depreciativo”.
Os pais anexaram capturas de tela ao pedido de tutela provisória. A decisão determinou que as três pessoas não monitorem ou acompanhem a criança, presencialmente ou por meios digitais.
Elas também estão proibidas de ir à escola ou a outros locais frequentados pela menina e de obter informações sobre ela por meio de terceiros.
Escola deve limitar informações sobre a criança
A Justiça também enviou um ofício à escola da criança para orientar funcionários, colaboradores e prestadores de serviço a não repassarem informações sobre a rotina da menina.
A restrição inclui dados sobre as pessoas autorizadas a buscá-la, além de informações sobre trajetos e deslocamentos.
A decisão que determinou as medidas de proteção tem natureza cível e não representa, por si só, reconhecimento de prática de crime pelos envolvidos.
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